A missão tradicional do médico é aliviar o sofrimento humano. Se puder curar, cura. Se não puder curar, alivia. Se não puder aliviar, consola.
A morte se revela a nós a todo instante e em todas as circunstâncias, pois o seu registro está em nossas células, em nossas emoções, em nosso racional.
Nós podemos até retardá-la, mas não podemos escapar dela.
E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto ...
A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir.
Tal vida, tal morte.
Se não soubermos encarar a morte como encaramos a vida, tropeçaremos como tropeçamos em vida, cairemos como caimos em vida, perderemos como perdemos em vida. O inicio da vida é o próprio inicio da morte.
Vida e morte, gestadas no acontecimento, no estado tensivo, infinito-finito, vidavivente-vidavivida, jogojogante-jogojogado, instituinte-instituido. Em cada acontecimento, precipitação de uma das infinitas possibilidades do ser-sendo, vivemos e morremos. Vivemos na tensão da perspectiva do acontecimento, morremos na precipitação do acontecimento, e voltamos para o estado tensivo infinito-finito, vidavivente-vidavivida, jogojogante-jogojogado, instituinte-instituido, o eterno retorno. Na gestação do ser-ente está originário do estado tensivo, sem fundamento, a vida e a morte. No cessar do estado tensivo está a morte, finitude, vidavivida, jogojogado, o instituido. Para além da morte o infinito, a vidavivente, o jogojogante, o instituinte, também para além da vida.
CRED.: Rubem Alves, Cecilia Meireles,Gabe, Felippe Perret Serpa.
Paulo Junior (Junex), esteja em paz, onde estiver.
Sei lá
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Será que a realidade não é brusca demais ?
Lembra de quando você era pivete, brincava com seus amigos da rua de pic-esconde, pega-pega, baralho, assistia filme na casa do outro, jogavam bola em frente de casa, saiam na maior renca, parecendo passeio de creche ? Eu lembro. Agora, imagina, alguns anos depois, você deixou de falar com metade dessas pessoas, ou por falta de comunicação mesmo, ou pela distância, que surge durante o tempo, ou alguma briga, coisas que não tem como evitar. E da noite pro dia, você na sua casa, conversando com seus amigos, super bem, e chega a seguinte notícia:
"- Lembra de tal pessoa ?" ou:
"- Você conhece tal pessoa ?"
E você vê a foto, e diz:
"- Logico, conheço desde pivete, a gente brincava junto na rua. Por que ?"
Logo, a sua mente começa a funcionar mais rápido, vem um monte de coisa na sua cabeça, mas também, a barreira de pensar que tenha acontecido algo de ruim, porque, afinal, é seu amigo. E ao mesmo tempo, você tem o seguinte pensamento:
"- Se eu não vejo essa pessoa a muito tempo, ninguem vem falar dela comigo. Por que será que vieram falar agora ?"
Você pergunta isso pra você mesmo, mas já sabe a resposta, sem antes mesmo pensar em perguntar pra qualquer um a sua volta. Você já sabe o que aconteceu, mesmo sem ninguem ter citado nenhuma palavra. Você entra em desespero, não consegue acreditar que aquilo tá acontecendo, com um amigo seu, com você.
"- Comigo ? Vejo coisas na TV que acontecem com outras pessoas, mas, por que agora, e comigo ?"
Inevitável. Ocorrem vários 'flash-backs', você imagina a pessoa, mas não consegue imaginar o estado dela, neste momento. Não consegue acreditar, simples assim. E ai:
"- Porque me veio a notícia, de que ele faleceu."
Faleceu ? Não, quem aos 22 anos, no máximo 25, FALECE ?
Falecer, pra mim, é o simples fato de morrer naturalmente. De causas naturais. Como ele faleceu ? A não ser que tivesse algum problema no organismo, que o deixava vulnerável o bastante pra ter um falecimento. E mesmo assim, não é de causas naturais.
"- Faleceu ? Como assim ? De que ? Quando ? Onde ?"
Você entra em conflito consigo mesmo. Não sabe o que pergunta, e muito menos entende as respostas.
"- Sim. Nem eu to acreditando. Ele sofreu um acidente de moto, fatal. Hoje, mas ainda não sei aonde."
Não acredito. Você acredita ? É assim que todo mundo fica quando perde alguém ? Quando perde um filho ? Um irmão ? Não. É bem pior. Ele era só meu amigo, aliás, só não, ele também era meu amigo !
Querendo ou não, um amigo faz parte da sua vida, da sua história, do seu dia-a-dia, da sua rotina. Mesmo que não seja pra sempre.
Que fita. Falei isso o dia inteiro, ontem, hoje, e acho que eu vou falar pelo menos durante a semana inteira.
Sei lá. Acho que é só isso mesmo. SEE YOUR FEELINGS.
"- Lembra de tal pessoa ?" ou:
"- Você conhece tal pessoa ?"
E você vê a foto, e diz:
"- Logico, conheço desde pivete, a gente brincava junto na rua. Por que ?"
Logo, a sua mente começa a funcionar mais rápido, vem um monte de coisa na sua cabeça, mas também, a barreira de pensar que tenha acontecido algo de ruim, porque, afinal, é seu amigo. E ao mesmo tempo, você tem o seguinte pensamento:
"- Se eu não vejo essa pessoa a muito tempo, ninguem vem falar dela comigo. Por que será que vieram falar agora ?"
Você pergunta isso pra você mesmo, mas já sabe a resposta, sem antes mesmo pensar em perguntar pra qualquer um a sua volta. Você já sabe o que aconteceu, mesmo sem ninguem ter citado nenhuma palavra. Você entra em desespero, não consegue acreditar que aquilo tá acontecendo, com um amigo seu, com você.
"- Comigo ? Vejo coisas na TV que acontecem com outras pessoas, mas, por que agora, e comigo ?"
Inevitável. Ocorrem vários 'flash-backs', você imagina a pessoa, mas não consegue imaginar o estado dela, neste momento. Não consegue acreditar, simples assim. E ai:
"- Porque me veio a notícia, de que ele faleceu."
Faleceu ? Não, quem aos 22 anos, no máximo 25, FALECE ?
Falecer, pra mim, é o simples fato de morrer naturalmente. De causas naturais. Como ele faleceu ? A não ser que tivesse algum problema no organismo, que o deixava vulnerável o bastante pra ter um falecimento. E mesmo assim, não é de causas naturais.
"- Faleceu ? Como assim ? De que ? Quando ? Onde ?"
Você entra em conflito consigo mesmo. Não sabe o que pergunta, e muito menos entende as respostas.
"- Sim. Nem eu to acreditando. Ele sofreu um acidente de moto, fatal. Hoje, mas ainda não sei aonde."
Não acredito. Você acredita ? É assim que todo mundo fica quando perde alguém ? Quando perde um filho ? Um irmão ? Não. É bem pior. Ele era só meu amigo, aliás, só não, ele também era meu amigo !
Querendo ou não, um amigo faz parte da sua vida, da sua história, do seu dia-a-dia, da sua rotina. Mesmo que não seja pra sempre.
Que fita. Falei isso o dia inteiro, ontem, hoje, e acho que eu vou falar pelo menos durante a semana inteira.
Sei lá. Acho que é só isso mesmo. SEE YOUR FEELINGS.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Namora ?
Quem ainda não chegou a pensar:
"Caralho, meu namorado(a) não sai da minha cola, fica aqui o dia inteiro, me liga toda hora, fica no meu pé, fica me abraçando, grudento, ai Deus!" ?
Pois é, eu já. Sei lá, ao mesmo tempo que você se sente super bem ao lado do seu companheiro, você se sente um pouco pressionado, se sente MUITO acompanhado. É normal, tenho certeza que todo mundo já sentiu isso, e até hoje sente.
Dizem que quando se namora uma pessoa que mora longe de você, não tem esse problema. Mas tenho amigos, e até eu mesma, que ainda assim encontramos esse 'problema'.
Pensemos juntos, então:
"Se a distância fosse o remédio pra toda essa proximidade extrema, seria certo eu morar em São Paulo e namorar uma pessoa, por exemplo, de Minas Gerais ?"
"Se a confiança fosse maior que a distância de duas pessoas que nunca se viram na vida, seria certo namorar uma pessoa que mora, por exemplo, na Inglaterra ?"
"VOCÊ seria fiel ao namorar uma pessoa que mora longe de você ? VOCÊ acreditaria na fidelidade da pessoa que você namora, mesmo ela estando longe ?"
Até eu me perdi nessa amontuado de questões. Mas é comum, e sempre vai ser assim. Não tem como mudar o jeito de você ser com seu companheiro e o jeito de ele ser com você. Enjoa ? Enjoa, claro. Mas você vai fazer o que ? Terminar com ela, e viver o resto da sua vida ficando com outras pessoas até enjoar delas ? SEE YOUR FEELINGS.
"Caralho, meu namorado(a) não sai da minha cola, fica aqui o dia inteiro, me liga toda hora, fica no meu pé, fica me abraçando, grudento, ai Deus!" ?
Pois é, eu já. Sei lá, ao mesmo tempo que você se sente super bem ao lado do seu companheiro, você se sente um pouco pressionado, se sente MUITO acompanhado. É normal, tenho certeza que todo mundo já sentiu isso, e até hoje sente.
Dizem que quando se namora uma pessoa que mora longe de você, não tem esse problema. Mas tenho amigos, e até eu mesma, que ainda assim encontramos esse 'problema'.
Pensemos juntos, então:
"Se a distância fosse o remédio pra toda essa proximidade extrema, seria certo eu morar em São Paulo e namorar uma pessoa, por exemplo, de Minas Gerais ?"
"Se a confiança fosse maior que a distância de duas pessoas que nunca se viram na vida, seria certo namorar uma pessoa que mora, por exemplo, na Inglaterra ?"
"VOCÊ seria fiel ao namorar uma pessoa que mora longe de você ? VOCÊ acreditaria na fidelidade da pessoa que você namora, mesmo ela estando longe ?"
Até eu me perdi nessa amontuado de questões. Mas é comum, e sempre vai ser assim. Não tem como mudar o jeito de você ser com seu companheiro e o jeito de ele ser com você. Enjoa ? Enjoa, claro. Mas você vai fazer o que ? Terminar com ela, e viver o resto da sua vida ficando com outras pessoas até enjoar delas ? SEE YOUR FEELINGS.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Pra que fazer um Blog ?
Todo mundo que vai criar um blog, tem o seguinte pensamento:
_ Pra que fazer um Blog ?
E logo depois, tem a seguinte resposta:
_ Pra postar alguma coisa, o que eu penso, o que eu sinto, o que eu sou, ou qualquer merda que passar pela minha cabeça no momento.
É, basicamente, é isso, não é ?
Quando eu resolvi criar meu primeiro blog, eu pensei:
_ QUE PORRA É ESSA, AFINAL ?
E nunca mais entrei nele. Não sei se é porque eu sempre esqueço as senhas das minhas contas. Talvez seja isso mesmo, por isso que eu não crio nenhuma conta em site de relacionamento, a não ser o Orkut, o Twitter e o MSN. Enfim, a primeira postagem é sempre assim, sem muito o que dizer. Até que eu disse bastante coisa, eu acho. Provavelmente eu postarei novamente, não sei quando, que horas, como, e o que. Ah, como diz o URL do blog, SEE YOUR FEELINGS. Certo ?
_ Pra que fazer um Blog ?
E logo depois, tem a seguinte resposta:
_ Pra postar alguma coisa, o que eu penso, o que eu sinto, o que eu sou, ou qualquer merda que passar pela minha cabeça no momento.
É, basicamente, é isso, não é ?
Quando eu resolvi criar meu primeiro blog, eu pensei:
_ QUE PORRA É ESSA, AFINAL ?
E nunca mais entrei nele. Não sei se é porque eu sempre esqueço as senhas das minhas contas. Talvez seja isso mesmo, por isso que eu não crio nenhuma conta em site de relacionamento, a não ser o Orkut, o Twitter e o MSN. Enfim, a primeira postagem é sempre assim, sem muito o que dizer. Até que eu disse bastante coisa, eu acho. Provavelmente eu postarei novamente, não sei quando, que horas, como, e o que. Ah, como diz o URL do blog, SEE YOUR FEELINGS. Certo ?
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